OesteCIM promove avaliação de impactes e vulnerabilidades climáticas da nossa região

26-03-2019

Este mês vai arrancar a terceira e última fase do ‘Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Oeste’ (OestePIAAC), na qual serão delineadas as medidas e opções de adaptação que, a prazo, poderão vir a ser implementadas nos 12 concelhos que integram a OesteCIM – Comunidade Intermunicipal do Oeste. Estas opções, na sua versão preliminar, serão trabalhadas em conjunto com os técnicos municipais no próximo ‘workshop’ no âmbito deste projecto que está previsto que ocorra durante o próximo mês de Maio.

O OestePIAAC teve início em Maio de 2018 e, no passado dia 20 de Fevereiro, realizou-se, na sede da OesteCIM, nas Caldas da Rainha, o segundo ‘workshop’ técnico, no qual foram apresentados em primeira mão aos técnicos municipais das 12 autarquias que compõem a OesteCIM, os resultados preliminares do relatório da fase 2 – ‘Avaliação de impactes e de vulnerabilidades’. No seguimento deste momento de capacitação – no qual participaram activamente os técnicos municipais presentes – foi entregue este segundo relatório do plano à OesteCIM, pela equipa de especialistas do consórcio formado pelo CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, Lda/IGOT – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território/We Consultants/Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa/TIS – Consultores em Transportes, Inovação e Sistemas, S. A..

Segundo um comunicado da OesteCIM enviado ao ALVORADA, neste documento é apresentado o trabalho realizado com vários conteúdos metodológicos, nomeadamente o âmbito do plano (identificação dos objectivos a alcançar com a elaboração do OestePIAAC, a sua relação com outros instrumentos de planeamento de âmbito nacional e (inter)municipal e definição da estrutura e organização do plano). É também feita a contextualização climática (análise das principais características do clima nacional, regional e subregional e sua evolução recente, realçando-se os principais factores de análise da vulnerabilidade atual do território) e a cenarização climática (projecção dos cenários climáticos de médio e longo prazos para a região, segundo os modelos universais de análise RCP 4.5 e RCP 8.5). Finalmente, é feita a avaliação de impactes e vulnerabilidades actuais e futuras (identificação e avaliação dos impactos climáticos e das vulnerabilidades actuais e futuras do território, evidenciadas a nível sectorial).

“Com a entrega deste relatório, seguir-se-á a sua análise, reflexão e avaliação pelos responsáveis e equipa técnica da OesteCIM, tendo em vista a sua divulgação pelos 12 municípios que têm acompanhado a elaboração do plano”, conclui a instituição intermunicipal que reúne os municípios de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras, Alenquer, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos.

Fonte: Alvorada

06 de Março de 2019

Programa da Orla Costeira de Alcobaça–Cabo Espichel com investimento de 234,8ME

O Programa da Orla Costeira de Alcobaça–Cabo Espichel, aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira, prevê até 2028 um investimento de 234,8 milhões de euros no combate à erosão do litoral.

O Programa da Orla Costeira de Alcobaça–Cabo Espichel (POC-ACE) “pretende assegurar uma orla costeira preparada para as alterações climáticas”, explicou hoje à Lusa o Ministério do Ambiente e Transição Energética, reconhecendo tratar-se de um dos setores costeiros nacionais “em que a gestão integrada do litoral enfrenta maiores desafios ao nível da compatibilização dos vários usos e atividades específicas com a proteção e valorização dos ecossistemas”.

Questionado pela Lusa, após aprovação do POC-ACE em Conselho de Ministros, na quinta-feira, o Ministério do Ambiente indicou que o plano “pretende promover a valorização integrada dos recursos do litoral e gerir a pressão urbano-turística” naquela faixa costeira, visando “assegurar a exploração sustentável dos recursos naturais, a qualificação da paisagem e uma adequada prevenção dos riscos”, através de “regimes de salvaguarda” voltados para a “contenção da ocupação da orla costeira”.

Ao contrário de planos anteriores, voltados sobretudo para a proteção do litoral, o programa agora aprovado determina uma atitude de antecipação dos problemas, assente na “prevenção, relocalização, acomodação e proteção” e permitindo “uma maior sustentabilidade das opções em termos sociais, económicos e ambientais”.

O POC-ACE preconiza um desenvolvimento da orla costeira sustentado “na diferenciação e valorização dos recursos territoriais e na capacidade de aproveitamento competitivo e sustentável dos potenciais terrestres, marinhos e marítimos”.

Para isso, obriga a que os regimes de salvaguarda sejam “transpostos para os planos municipais, o que introduz mudanças ao nível da gestão municipal do território, que passará a integrar as diretrizes de nível nacional no âmbito municipal”, sublinhou o ministério, salvaguardando que “só os planos municipais e intermunicipais podem agora vincular direta e imediatamente os particulares”.

O plano, a que a Lusa teve acesso, vigorará até 2028 e tem previsto um investimento total de 234,8 milhões de euros, dos quais 133 milhões são canalizados para a prevenção de riscos costeiros associados à erosão costeira, à subida do nível do mar e às alterações climáticas.

Dentro dos 234,8 milhões, preveem-se também 9,2 milhões de euros para a proteção e conservação do património natural e paisagístico, 16,6 milhões para proteger a qualidade da água das praias, 54,9 milhões de euros para atividades económicas que se enquadrem nos usos sustentáveis da orla costeira, 18,1 milhões de euros para a requalificação e valorização de praias e 2,6 milhões de euros para ações de monitorização.

O investimento é repartido sobretudo entre a Agência Portuguesa do Ambiente (145,5 milhões de euros) e os municípios (60 milhões de euros).

Almada é o concelho com maior investimento (98,7 milhões de euros), seguindo-se Caldas da Rainha (22,4 milhões), Mafra (18,6 milhões), Peniche (15,5 milhões), Torres Vedras (13,4 milhões), Cascais (11,1 milhões), Lourinhã (10,9 milhões), Sintra (10,7 milhões), Sesimbra (8,7 milhões), Nazaré (7,6 milhões), Alcobaça (7,6 milhões) e Óbidos (1,8 milhões).

A área de intervenção do POOC-ACE abrange 224 quilómetros da orla costeira repartidos pelos 12 concelhos, onde existe pressão urbanística sobre o litoral.

O documento resultou da fusão dos Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Alcobaça-Mafra, Cidadela-São Julião da Barra e Sintra-Sado, que estavam em vigor desde inícios de 2000.

Fonte: Diário de Notícias

15 de Março de 2019

Lagos já tem um plano de adaptação às alterações climáticas

27-02-2019

Plano vai ser votado na Assembleia Municipal esta terça-feira.

O Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas do concelho de Lagos foi aprovado na última reunião de Câmara, de 23 de Janeiro. O documento avalia as vulnerabilidades climáticas do território de Lagos e define uma estratégia de adaptação – com medidas de curto, médio e longo prazo – visando a minimização dos impactos naturais, sociais e económicos previstos.

«A tendência de aquecimento global do planeta, em grande parte causada por ação humana, faz com que as alterações climáticas constituam o maior desafio global de promoção do desenvolvimento sustentável, designadamente em termos de políticas públicas», explica a Câmara de Lagos.

A autarquia diz estar «consciente desta realidade e atenta igualmente à situação geográfica do concelho de Lagos, que o torna mais vulnerável a algumas das alterações».

Aproveitando a oportunidade de financiamento concedida no âmbito do POSEUR – Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, a Câmara de Lagos explica em nota de imprensa que «decidiu realizar este estudo, envolvendo nesse trabalho uma entidade externa – o CEDRU, Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Urbano – e mobilizando a população, nomeadamente os atores estratégicos locais de cada um dos setores de atividade que estiveram na base da abordagem».

O Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas «propõe uma estratégia consubstanciada em 46 medidas de adaptação e 145 linhas de intervenção, estruturadas segundo 4 grandes objetivos estratégicos, relacionados, nomeadamente, com o aumento da temperatura do ar, a diminuição da precipitação total e aumento da frequência e severidade das secas, a subida do nível médio das águas do mar e os eventos extremos de precipitação e vento», acrescenta a autarquia.

O documento estabelece também um programa de ação com as intervenções prioritárias como a reconversão e certificação energética dos edifícios municipais, a revisão do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, a diversificação das origens da água para consumo e ações de sensibilização para a otimização do consumo de água, a proteção da marginal de Lagos de inundações costeiras ou a criação de um sistema municipal de monitorização e alerta de riscos climáticos.

O Plano prevê ainda, segundo a Câmara de Lagos, «a necessidade de integração da adaptação às alterações climáticas em políticas setoriais locais e apresenta orientações sobre as formas de transposição das opções de adaptação para os processos de elaboração, alteração, revisão, gestão e monitorização dos instrumentos de planeamento e gestão territorial de âmbito municipal, como sejam o Plano Diretor Municipal (PDM), Planos de Urbanização (PU) e Planos de Pormenor (PP)».

O Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Lagos vai agora ser apreciado e votado pela Assembleia Municipal, que tem reunião extraordinária marcada para esta terça-feira, 29 de Janeiro.

Fonte: Sul Informação

Castelo Branco: Migrantes recebem menos pelo mesmo trabalho

26-11-2018

Burocracia e desigualdade salarial são algumas das queixas da população estrangeira residente no concelho de Castelo Branco, revela o diagnóstico municipal.

Fazem o mesmo trabalho que os portugueses, em alguns casos até são mais qualificados mas continuam a receber menos.

Esta é uma das conclusões do estudo feito na comunidade migrante do concelho de Castelo Branco que deu origem ao Diagnóstico Municipal para a Integração de Migrantes, que foi apresentado no seminário do Dia Municipal para a Igualdade, realizado na cidade.

Segundo dados oficiais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, em Castelo Branco vivem quase 1300 migrantes, com a comunidade brasileira a ser a mais significativa, ultrapassando as 300 pessoas.

Segue-se a ucraniana com mais de 180 e a romena com cerca de 160.

A comunidade africana mais representativa é a cabo-verdiana, com mais de 110 migrantes.

De fora deste estudo ficaram os naturais de países da União Europeia que nos últimos anos começaram também eles a povoar diversos concelhos da região.

Luís Carvalho, do CEDRU-Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, aponta a desigualdade salarial como um dos entraves à integração dos migrantes.

“Existe claramente uma assimetria ao nível daquilo que são as realidades salariais para o mesmo trabalho. Claramente para trabalhos idênticos os migrantes recebem valores muito menos significativos e é necessário, de algum modo, garantir essa igualdade salarial”.

Para o investigador não é possível falar de uma integração sem que haja essa igualdade salarial, sendo da opinião que ela é uma condição essencial para fixar os migrantes no concelho, atrair as famílias e chamar mais compatriotas.

A maior parte da comunidade migrante que vive em Castelo Branco “está empregada” mas há também uma franja cada vez maior que não trabalha, pela simples razão que veio para Castelo Branco para estudar. Dos mais de 1500 novos estudantes que chegam este ano letivo ao Instituto Politécnico de Castelo Branco cerca de 230 são estrangeiros, soube-se ainda recentemente.

E há ainda que contar com os que entram pela porta do ensino profissional.

“Muita desta população, na faixa dos 18-20 anos, vem para aqui estudar e de algum modo é preciso garantir que quando terminam os seus cursos eles se sintam bem o concelho, que existam oportunidade de emprego e possam ficar aqui após a conclusão desses estudos”, diz o coordenador do diagnóstico. Luís Carvalho não duvida que a população migrante em Castelo Branco vai continuar a crescer.

“Se antigamente os imigrantes que vinham para o nosso país ficavam em Lisboa hoje procuram melhores condições de vida e essas estão nas localidades do interior, onde ainda vai havendo segurança e emprego”.

DIFICULDADES

Muitos dos migrantes ouvidos pelos autores do diagnóstico sentem-se esmagados pela burocracia, com cerca de 16 por cento dos inquiridos a considerar que é um problema muito grave e 55,6 por cento um problema grave. A prestação de informações contraditórias entre serviços é outra falha, tal como a falta de um kit de acolhimento que ajude com informações úteis.

“A questão que mais os afeta é a carga burocrática que não compreendem. Quando se deslocam a um serviço são reencaminhados para outro e acabam de ter de voltar ao mesmo. Temos de garantir que isto não aconteça”, aconselha Luís Carvalho.

Uma das soluções poderá estar no reforço dos Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), que tem cerca de uma centena de representações em todo o país.

Para Luís Carvalho estes centros deveriam ver reforçada a sua capacidade, centralizando a informação num único espaço.

O CLAIM de Castelo Branco atendeu quase 500 pessoas entre novembro de 2016 e dezembro de 2017, dos quais 155 indianos, 131 brasileiros e 63 paquistaneses.

Cabo-verdianos, sírios, ucranianos e angolanos são outros países de origem de migrantes recebidos neste serviço.

Mais de 160 atendimentos foram feitos a pessoas em situação irregular e a regularização na sua situação é mesmo o motivo principal pelo qual se recorre e este serviço, seguindo-se a obtenção da nacionalidade e os apoios sociais e reagrupamento familiar.

Um quarto destas pessoas tem entre 26 e 35 anos.

Ter a família consigo é a primeira prioridade dos inquiridos.

Logo a seguir vem o saber falar bem português e ter trabalho.

Fonte: Reconquista

Leiria avança com plano para combater efeitos das alterações climáticas

27-09-2018

Oito territórios no concelho de Leiria são considerados como vulneráveis prioritários aos efeitos das alterações climáticas e para minimizar o impacto o município aprovou na terça-feira o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Leiria (PMAAC-L).

O plano é o segundo do género a avançar em Portugal, avança o município em comunicado, e resulta da investigação científica que identifica riscos e aponta medidas que reduzam os efeitos dos fenómenos climáticos extremos, resultantes do aquecimento global.

O aumento da média da temperatura do ar, a diminuição do nível de precipitação, as secas mais frequentes e severas e subida do nível do mar são as principais ameaças identificadas no concelho de Leiria, apontando o PMAAC-L oito zonas passíveis de sofrerem mais ao final do século XXI.

O centro histórico de Leiria e os bairros de Sismaria e Quinta do Alçada, a praia do Pedrógão, Ponte das Mestras, Monte Real e as zonas hidroagrícola do vale do Lis, interior/serra e do Pinhal Litoral perspetivam-se como os territórios mais vulneráveis às alterações climáticas.

O plano prevê 22 medidas de ação, 103 linhas de intervenção e 54 ações prioritárias com que a Câmara de Leiria pretende reduzir a emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera e adaptar aqueles territórios para minimizar as consequências negativas das alterações climáticas e potenciar as positivas, avança o documento.

Entre as ações previstas estão intervenções urbanísticas de amenização térmica, criação de espaços verdes, reforço do cordão dunar ou alimentação artificial de areias, entre outros.

Segundo a nota divulgada pelo município de Leiria, “a comunidade científica defende que Portugal se encontra entre os países europeus com maior vulnerabilidade aos impactes das alterações climáticas”.

Fonte: Diário de Notícias

Leiria aprova 54 ações para se adaptar às mudanças climáticas

26-09-2018

Município é um dos dois primeiros concelhos do País a ter plano de adaptação.

A criação de zonas de ensombramento na cidade e de um espaço verde na Quinta do Alçada, a construção de um esporão “mergulhante” no promontório da Praia do Pedrógão, onde deve também ser feita alimentação artificial de areias, e a elaboração de um programa concelhio de erradicação de espécies invasoras.

Estas são algumas das acções prioritárias propostas pelo Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Leiria aprovado, esta terça-feira, em reunião de Câmara.

Leiria torna-se, assim, depois de Cascais, no segundo município do País dispor de um documento desta natureza, que, segundo a equipa do CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, que o coordenou, tem como grande objectivo “definir um quadro operacional”, com acções “realizáveis”, que contribua para aumentar a capacidade de adaptação do concelho às alterações climáticas.

E o quadro não é animador. De acordo com o diagnóstico traçado no âmbito Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas – que serviu de ponto de partida para o plano agora aprovado -, até ao final do século, as ondas de calor vão quadruplicar no concelho, com a temperatura média a subir entre 1 a 4.º graus centígrados, prevendo- -se também que o nível do mar suba até 82 centímetros e haja uma redução entre quatro a 18 dias de chuva por ano.

Assente “numa visão adaptativa”, o plano propõe 103 linhas de intervenção, onde se incluem as 54 acções prioritárias a concretizar na próxima década. São, por exemplo, defendidas medidas para aumentar a capacidade das infra-estruturas hidráulicas, a criação de uma unidade de bombeiros “em prontidão” na zona de Colmeias e Memória e a elaboração de um estudo hidrológico do concelho.

Fonte: Jornal de Leiria

Plano de Ação para a Adaptação às Alterações Climáticas pretende preparar a região para fenómenos do futuro

01-08-2018

A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) deu início ao desenvolvimento do seu Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas da Região Oeste – OestePIAAC, que será apresentado ao público num seminário que terá lugar em junho de 2019. Na sessão serão apresentados os principais resultados obtidos ao longo do processo de elaboração do Plano, nomeadamente as medidas a serem implementadas e três cenários climáticos projetados até 2100, para a região Oeste.

O plano das alterações climáticas para os doze municípios é “fundamental” para preparar a região para uma “realidade cada vez mais presente”, disse Pedro Folgado, presidente do Conselho Intermunicipal da OesteCIM. “É importante que pelo menos na nossa região percebamos que alterações são essas e quais são os impactos”, adiantou o responsável no seminário inicial do OestePIAAC, que decorreu na passada quarta-feira na sede da OesteCIM.
O documento que está a ser desenvolvido por uma equipa de 40 especialistas de uma forma articulada vai “atualizar os cenários climáticos esperados no Oeste, reduzindo as incertezas associadas aos fenómenos naturais, o que é fundamental para orientar as estratégias e serviços das autarquias para resultados eficazes”, declarou.
Para Pedro Folgado, é “importante o envolvimento de todos neste processo, não só dos doze municípios que compõem a OesteCIM, mas todos os parceiros e entidades que se preocupam com esta temática aqui representados para que esta parceria funcione e todos ganhemos neste processo”.
“As alterações climáticas são um dos maiores desafios com que a humanidade se depara no século XXI, tendo os seus impactos a capacidade de fazer reverter décadas de desenvolvimento, com efeitos especialmente gravosos nos territórios”, alertou, Heitor Gomes, do CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, que está a elaborar o OestePIAAC.
No que se refere ao estudo, Heitor Gomes, referiu este tem como “principal objetivo estratégico reforçar o conhecimento e a informação em matéria de mitigação das emissões e de adaptação aos efeitos das alterações climáticas” e, a partir daí, prever “a definição e implementação de medidas e ações concretas”.
Segundo este responsável, o intuito é “conhecer a realidade climática e a sua possível evolução, identificar os impactos atuais e futuros e avaliar as vulnerabilidades atuais e futuras às alterações do Oeste”. Pretendem ainda com o programa, “estabelecer o quadro de medidas de adaptação locais e intermunicipais de adaptação dos setores estratégicos e a sua integração na gestão do território e disponibilizar e disseminar conhecimento, assegurando uma estratégia comum, participada e direcionada para a implementação do Plano”.
Outro dos objetivos é “aumentar a consciencialização dos atores regionais para as alterações climáticas, os seus problemas, desafios e oportunidades”.
De acordo com o elemento do CEDRU, este é um processo que foi iniciado muito recentemente e a OesteCIM está no “pelotão da frente das comunidades intermunicipais que estão a construir e a desenvolver os seus planos de adaptação às alterações climáticas a esta escala”.
“Trata-se de um processo que no nosso país ainda está a dar os primeiros passos e nosso território precisa de ser mais resiliente a estas alterações”, sublinhou Heitor Gomes, acrescentando que “é por isso que a adaptação às alterações climáticas é um dos principais desafios para Portugal”.
“Enfrentar este desafio exigirá a integração das questões climáticas em todos os setores”, apontou, este responsável, adiantando que no final “vamos ter ações muito direcionadas para a sensibilização da comunidade escolar e estratégias muito específicas nas áreas da economia, agricultura e florestas, saúde humana, entre outras”. O Plano integrará, por exemplo, que “procedimentos nas edificações, telhados verdes no sentido de baixar temperaturas quando elas forem muto elevadas, formas de como e que áreas industriais se deve organizar o território de modo a evitar ou minimizar os impactos negativos que podem resultar de incêndios grandes”.
A equipa vai produzir três cenários climáticos até 2100 para o Oeste e Heitor Gomes revelou que “vamos ter no Oeste mais ondas de calor, mais dias de precipitação intensa e menos chuva na sua distribuição como conhecíamos ao longo do ano e mais episódios de fenómenos extremos que causarão seguramente muitos danos”.
A primeira fase de elaboração do Plano, onde já foi criado o logotipo e que termina em setembro de 2018, é no âmbito da contextualização. A segunda fase integra a avaliação de impactos e vulnerabilidades e terminará a 28 de fevereiro de 2019. Opções de adaptação, integração e gestão é a terceira fase, que estará concluída a 28 de julho de 2019 com a apresentação do relatório de resultados.
António Lopes, professor de climatologia no IGOT – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território faz parte da equipa de elaboração do Plano. Iniciou o estudo e vai colaborar na contextualização das alterações climáticas e na cenarização do clima da região Oeste.
Para este especialista, existem basicamente três formas de lidar com as alterações climáticas. “Quanto melhor for a mitigação menos temos que nos adaptar”, apontou, revelando que “os custos de inação são muito elevados”.

Adaptação à agricultura

João Tiago Carapau, da empresa We Consultants, que também foi orador neste seminário, falou da importância de estratégias na adaptação às alterações climáticas no que concerne à economia verde: agricultura e turismo. Segundo este responsável, prevê-se “a alteração de rendimentos agrícolas em 2050 em resultado de alterações nos padrões de temperatura e precipitação”.
A tendência para um maior número de dias quentes sem grande amplitude térmica, pode, de acordo com João Tiago Carapau, ter influência negativa na formação dos pigmentos próximo da maturação que, no caso das macieiras, “afetará a coloração dos frutos”. “Pode haver um aumento de incidência de doenças como o pedrado e estenfiliose na região Oeste pois, embora se verifique uma diminuição da precipitação na primavera, continuará a observar-se a formação de orvalho e a ocorrência de dias encobertos, e favorecimento da ocorrência de pragas, como a mosca da fruta e maior desenvolvimento do fogo bacteriano”, indicou.
O OestePIAAC foi alvo de uma candidatura apresentada ao Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência do Uso de Recursos (POSEUR) com uma taxa de co-financiamento de 85%.

Fonte: Jornal das Caldas

Lagos apresenta Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas

A Câmara de Lagos apresenta no dia 7 de Julho, com início às 9h30, o “Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas”, numa sessão a decorrer no Auditório dos Paços do Concelho Século XXI.

Este plano vai definir uma «estratégia de adaptação local às alterações climáticas e um plano de ação que a operacionalize, reduzindo a vulnerabilidade do território e promovendo a sua adaptação e resiliência», explica a autarquia.

O território correspondente ao concelho de Lagos, pela sua localização meridional e litoral, «enfrentará grandes desafios no futuro em resultado das alterações climáticas, sendo expectáveis implicações significativas sobre os sistemas naturais, sociais e económicos», acrescenta.

Por essa razão, a Câmara de Lagos diz que se exige «a rápida definição de uma resposta adaptativa que reduza a sua vulnerabilidade atual e futura».

Nesta sessão serão apresentados os objetivos concretos deste plano, «e partilhadas boas práticas de adaptação ao nível regional, visando dar início ao processo de participação dos atores estratégicos regionais e locais na sua elaboração», acrescenta.

«Através deste processo – para cujo sucesso será fundamental o envolvimento dos autarcas e dos técnicos do município, assim como os contributos de atores estratégicos do concelho e da região e a articulação com a Comunidade Intermunicipal do Algarve – dar-se-à início à construção de um caminho adaptativo para as alterações climáticas», explica.

A elaboração do Plano conta com a colaboração do CEDRU (Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano) e é cofinanciado pelo POSEUR 2014/20 – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

Fonte: Sul Informação

CIM Viseu Dão Lafões já tem Plano para as Alterações Climáticas

A CIM Viseu Dão Lafões apresentou publicamente o ‘Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Viseu Dão Lafões’ (PIAAC Viseu Dão Lafões).

Num seminário que decorreu auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, contou com a presença do vice-Presidente do Conselho Intermunicipal de Viseu Dão Lafões e presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, do encarregado de missão para as alterações climáticas do Instituto Politécnico de Viseu, Sérgio Lopes, da vereadora da Câmara Municipal de Viseu, Conceição Azevedo, e também com eleitos e técnicos das 14 Câmaras Municipais que integram a CIM Viseu Dão Lafões bem como com demais personalidades e agentes locais.

Nesta sessão apresentaram-se os principais resultados obtidos ao longo do processo de elaboração do Plano, nomeadamente os cenários climáticos projetados, até 2100, para Viseu Dão Lafões.

Este plano tem como objetivo informar e dar a conhecer os comportamentos planeamento adaptativo de âmbito intermunicipal e municipal, ao facilitar a sua futura construção através da sistematização e da análise prospetiva do conhecimento climático; definição de abordagens de adaptação; sinalização das formas de integração nos instrumentos de gestão territorial; capacitação dos técnicos municipais e dos agentes regionais; e, sensibilização e mobilização das comunidades territoriais.

A região de Viseu Dão Lafões está agora munida de um instrumento eficaz e capaz de mobilizar todos os agentes locais e regionais para a adaptação às alterações climáticas, uma temática decisiva para a coesão e desenvolvimento territorial de Viseu Dão Lafões, mais resiliente e sustentável.

Fonte: Jornal do Centro

Aprovado o PDAU de la Wilaya d’Alger 2015-2035

16-05-2016

No passado dia 11 de maio, em sessão plenária da Assembleia Popular da Wilaya d’Alger, foi aprovado o Plan Directeur D’Aménagement et d’Urbanisme de la Wilaya d’Alger (PDAU 2015-2035).

Considerando como um “plano histórico” pelo presidente da Assembleia Popular, o PDAU foi elaborado para a Wilaya d’Alger – Direction de l’Aménagement du Territoire, de l’Urbanisme, de la Prévention et de la Résorption de l’Habitat Précaire por um consórcio de empresas portuguesas liderado pela Parque Expo.

O CEDRU foi um dos membros deste consórcio tendo participado na realização dos estudos demográficos, na programação de equipamentos coletivos, na definição do sistema urbano local e na construção das abordagens estratégicas e de ordenamento do território.

Em 2008, residiam 2.988.145 habitantes na maior aglomeração urbana argelina e uma das principais do Norte de África. Antes de 2030 a Wilaya d’Alger deverá ultrapassar os 3,5 milhões de residentes.

Fonte: Jornal Elmoudjahid